Gosto Amargo

A temporada 18/19 promete fortes emoções nos principais campeonatos pelo mundo. Entre estes, está a Champions League, torneio badalado que reúne literalmente os times mais fortes do planeta. Dificilmente não encontrará plantel de fazer inveja a qualquer seleção de ponta, boa parte deles tem passagens em seleções dos seus países.
Os times se reforçaram, gastaram milhões em contratações uns mais outros nem tanto mas, isso não quer dizer que não haverá competitividade a flor da pele. Talvez 3 times estão obcecados pela orelhuda: Juventus da Itália que contratou o “rei da Champions” Cristiano Ronaldo, o Manchester City do técnico Pep Guardiola que tem um dos elencos mais caros do mundo e o PSG que tem um ataque poderoso com Neymar, Cavani e Mbapé além do lendário goleiro Buffon.
Talvez nesta temporada, os olhos dos fanáticos por futebol estarão no experiente goleiro de 41 anos, que estendeu a carreira apenas para conseguir de vez levantar o único título que falta na sua vitoriosa carreira, a Champions League.
A história recente mostra que muita gente boa nunca levantou a taça. Lendas que desfilaram nos principais campeonatos e gramados pelo planeta,bem que tentaram mas, seus talentos extraordinários não foram suficientes para ajudar seus clubes. Se liga quem são estes caras que ficaram com o gosto amargo de não ter levantado a orelhuda:

1. Zlatan Ibrahimović (Ajax, Juventus, Inter de Milão, Barcelona, Milan, Paris Saint-Germain e LA Galaxy)

Por onde passou, o sueco Zlatan sempre ganhou diversos títulos mas, não teve a sorte de conquistar o troféu de clubes mais cobiçado para um jogador de alto nível, o título europeu que, segundo o próprio, “significaria bastante”. Nas 23 épocas de história da competição, nenhum jogador tem mais jogos do que o “polêmico jogador” (109) sem ter conseguido sagra-se campeão. O Inter de José Mourinho, clube que deixou para rumar ao Barcelona de Josep Guardiola, eliminou Ibrahimović nas quartas de finais de 2009/10.

2. Michael Ballack (Kaiserslautern, Bayer 04 Leverkusen, Bayern Munique, Chelsea)

“É difícil recordar detalhes do que aconteceu quando se perde um jogo tão importante; apenas nos lembramos do quanto doeu“, disse o antigo capitão da Alemanha, que perdeu duas finais na mais infeliz das circunstâncias. Foi peça fundamental da equipe do Bayer Leverkusen derrotada pelo Real Madrid CF com o gol antológico de Zinédine Zidane na final de 2002. Seis anos depois, a sua equipe o Chelsea, perdeu nos pênaltis para o arquirrival Manchester United do português Cristiano Ronaldo na final de Moscou. Destaque negativo para o zagueiro John Terry que escorregou em uma das cobranças.

3. Patrick Vieira (Arsenal , Juventus, Inter de Milão, Manchester City)

Figura principal que fez parte do time lendário do Arsenal comandado por Arsène Wenger, o vencedor do Mundial de 1998 e do UEFA EURO 2000 nunca passou das quartas-de-final – com os “gunners” – em 2000/01 e 2003/04. O francês ganhou seis campeonatos entre Inglaterra e Itália, mas nao teve sorte de alcançar o ápice dos times europeu.

4. Pavel Nedvěd (Sparta Praga, Lazio, Juventus de Turim)

O vencedor da Bola de Ouro de 2003 expressou a sua esperança de finalmente vencer na última temporada da sua carreira, dizendo: “Adoraria terminar a minha carreira com a conquista da Champions League”. No entanto, a campanha 2008/09 da Juventus terminou frente ao Chelsea, nas oitavas-de-final. Antes de uma transferência de €41 milhões desde a Lazio, Nedvěd ganhou a Taça dos Clubes Vencedores de Taças com os “biancocelesti”, em 1999.

5. Ruud van Nistelrooy (PSV, Manchester United, Real Madrid)

Este era artilheiro (pqp). Marcou muitos gols em três edições, porém detém um recorde indesejado: nos 73 jogos na UEFA Champions League marcou incríveis 56 gols mas, sem erguer nenhum troféu. No entanto Nistelrooy mostra-se satisfeito. “Estou orgulhoso por ter ganho títulos coletivos e individuais, mas a minha maior satisfação foi ter sido capaz de fazer o meu trabalho dia após dia, ano após ano”.

6. Lilian Thuram (Monaco, Parma, Juventus, Barcelona)

Vencedor do Mundial de 1998 e do UEFA EURO 2000 com os “bleus”, o defensor francês esteve perto de conseguir o objetivo com a Juventus, mas perdeu o desempate de 2002/03 diante dos “rossoneri”, após 120 minutos sem gols em Old Trafford. Thuram ficou no banco de reservas quando o Barça de Frank Rijkaard foi eliminado pelo United no mata-mata de 2007/08.

7. Hernán Crespo (Parma, Lazio, inter de Milão, Chelsea, Milan)

Crespo era um artilheiro nato portodos os clubes que passou mas, infelizmente não teve sorte na UCL. “Vencer a Champions League seria um sonho tornado realidade”.O que não se realizou

8. Fabio Cannavaro (Parma, Inter de Milão, Juventus, Real Madrid)

Vencedor da Bola de Ouro após atingir o ponto alto da sua carreira no Mundial de 2006, nunca passou das quartas de finais na UEFA Champions League. Na Inter, perdeu frente ao Milan, futuro campeão naquela ocasião, nas quartas de finais, em 2003.

9. Francesco Totti (Roma)

“Sempre sonhei que iria usar esta camisa durante toda a minha carreira”, disse o icónico capitão dos “giallorossi”. Conseguiu isso, e sob o comando de Fabio Capello, em 2000/01, ajudou a Roma a ganhar a Serie A. Nas competições europeias, o vencedor do Mundial de 2006 nunca ultrapassou os quartas-de-final.

10. Sol Campbell (Arsenal)

Integrante da lendária equipe do Arsenal que não sofreu qualquer derrota na edição 2003/04 da Premier League, Campbell e seus companheiros dos “gunners” não conseguiram repetir na Europa esse sucesso, sendo travados pelo Chelsea nos quartas-de-final. Dois anos depois, a equipa londrina chegou na final contra o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho. Naquele jogaço, o time de Arsène Wenger, sucumbiu por 2-1 para os catalães.

11. Ronaldo “Fenômeno” (Cruzeiro, PSV, Inter de Milão, Real Madrid, Milan e Corinthians)

Multicampeão, o vencedor da Bola de Ouro em duas ocasiões revelou o seu único arrependimento após a aposentadoria nos gramados: “Vivo o futebol com uma paixão que não me deixa ter paz por nunca ter ganho a Champions League – é certamente um troféu que todos desejam ganhar”.

12. Dennis Bergkamp Ajax, Inter de Milão, Arsenal)

No Arsenal chegou as quartas-de-final em duas ocasiões (2000/01, 2003/04). Ficou no banco de reservas na derrota do Arsenal, frente ao Barça. “Se ao menos eu fosse cinco anos mais novo! Mas talvez isso fosse o melhor a que podíamos fazer”, disse Bergkamp.

13. Lothar Matthäus (Bayern Munique, Inter de Milão)

Vencedor do Mundial e da Bola de Ouro em 1990, estava na casa dos 30 quando a UEFA Champions League foi criada. Em 1999 ainda estava em atividade, e parecia pronto a finalmente agarrar a Taça dos Campeões Europeus quando o Bayern vencia o United por 1-0 e tomou uma virada épica nos acréscimos do 2.º tempo.

14. Michael Owen (Liverpool, Real Madrid, Manchester United)

“Se fosse num clube menor nunca tinha participado em jogos tão importantes”, declarou Owen após uma passagem frustrante pelo United. O seu período em Old Trafford limitou-se principalmente a jogos como suplente-utilizado. O atacante avançado de Inglaterra estava no banco de reservas quando o Manchester perdeu por 3-1 do poderoso Barça de Josep Guardiola em Wembley, na final de 2011.

15. Gabriel Batistuta (Fiorentina, Roma, Inter de Milão)

Um dos maiores artilheiros da seleção argentina não teve sorte neste torneio, principalmente nos clubes como Roma e Fiorentina.

16. Laurent Blanc (Inter de Milão, Manchester United)

Campeão Mundial (técnico e jogador) e da Eurocopa de 2000, o talentoso defensor não sentiu o gostinho de levantar a orelhuda no seu currículo vitorioso.

17. George Weah (Monaco, Paris Saint-Germain, Milan)

Vencedor da Bola de Ouro de 1995, o liberiano ajudou o Paris a fazer uma boa campanha mas, seus gols não foram suficientes para atingir o ponto máximo de um clube ou jogador.

18. Alan Shearer (Blackburn Rovers, Newcastle United)

Lenda no futebol inglês, Shearer ganhou apenas um título, com o Blackburn. Melhor marcou muitos gols na Premier League e é um dos maiores artilheiros do Newcastle, No entanto, nunca passou da fase de grupos com o clube.

19. Eric Cantona (Olympique de Marseille, Leeds United , Manchester United)

O polêmico jogador, ídolo e ícone do Manchester United nunca conseguiu levantar o troféu

20. Roberto Baggio (Milan, Inter de Milão)

Talvez Roberto Baggio seja lembrando por nós brasileiros pelo pênalti perdido na final da Copa de 1994 contra o Brasil que deu o tetracampeonato mundial. Mas, o habilidoso meia não fazia feio nos gramados europeus. Aterrorizou muitas defesas adversárias marcando gols e dando assistências.

Será que nesta temporada 18/19, o lendário Gianluigi Buffon finalmente poderá tirar a sua zica e do PSG levantando a orelhuda? Veremos nos próximos capítulos…

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Futebol e o rádio

Graças a meu pai, conheci duas paixões que sempre andaram de mãos dadas e dificilmente se separarão mesmo com o avanço tecnológico: o futebol e a arte de escutar jogo pelo rádio. A geração mais jovem pode estranhar a velha guarda no estádio com o bom e velho rádio no ouvido, no modo raiz e sem fone, olhos arregalados e atentos para não perder nenhum lance…acontece que entre todos os esportes, o futebol é o que sempre fez sucesso nas ondas do rádio, se tornando um companheiro inseparável de muitos torcedores, dentro como fora dos gramados.
Em outros tempos, a imagem do torcedor com o radinho à pilha colado no ouvido era mais comum durante as partidas. A mobilidade proporcionada pelo aparelho -dependendo o tamanho – podia ser levado no bolso, possibilitou que muitos ouvintes tivessem acesso aos jogos em tempo real, independente do lugar. Mas, com o avanço da tecnologia e as novas formas de comunicação, usar o velho radinho se tornou algo em extinção nos tempos atuais.

Encontrar torcedores que utilizam o radinho nos estádios é quase que uma tarefa impossível, uma vez que este vem sendo substituído por aparelhos mais sofisticados, como os smartphones, que possuem diversas funcionalidades entre elas a câmera fotográfica e filmadora. Aliás, atualmente é mais fácil encontrar a nova geração de torcedores que acompanham os jogos pelo celular.
Particularmente, aderi o costume de levar o aparelho celular (obrigatoriamente com a função de rádio) para as arquibancadas tudo com o objetivo de não perder nenhum lance. No estádio, apesar da atmosfera e emoção que envolve o jogo, algumas coisas acabam passando despercebido, por conta de não ter replay.

O rádio é um auxiliar, o anjo da guarda, através dele conseguimos saber o nome dos jogadores em cada lance, estatísticas, informações e além disso tudo, até a própria narração traz uma emoção diferente durante a partida, além da questão de ficar informado sobre toda a rodada, incluindo outros jogos que estão acontecendo simultaneamente. Ir para o estádio sem celular com rádio talvez seja impossível.

Para velha guarda como meu pai que nao gosta de tecnologia, é um privilégio presenciar os torcedores utilizarem o radinho de pilha. Por mais que a estação, sinal nao tenha qualidade em determinadas situações , esse modo raiz de assistir o jogo é um folclore que merece ser respeitado no nosso futebol brasileiro.

Viva o rádio!

Final única da Libertadores: pra quê?

Sou saudosista de carteirinha e gosto sempre de assistir VTs de jogos passados no YouTube (VHS virou coisa de velho).
Durante as pesquisas, vi novamente os lances de Real Madrid versus Liverpool pela final da Champions League que foi na cidade de Kiev na Ucrânia. Era o confronto de times gigantes e dos atacantes goleadores daquela temporada : o português Cristiano Ronaldo contra o egípcio Mohammed Salah. Os espanhóis venceram a edição 17/18 graças as falhas bisonhas (duas) do goleiro alemão Karius do time inglês. Neste dia, torcia ferozmente pelos Reds para quebrar a hegemonia madridista que não aconteceu. Mas, o que me trouxe uma certa indignação além da derrota naquela oportunidade foi: Por que a Champions League não poderia ter dois jogos (ida e volta)?
Vamos imaginar que os espanhóis fizssem o placar de 3 a 1 ocorrido em Kiev no Bernabeu e o jogo da volta fosse no Anfield (Liverpool). Fico imaginando a atmosfera que seria…as ruas lotadas, a expectativa de imprensa e jogadores, o ônibus chegando no estádio, o mar vermelho, o grito cantado a plenos pulmões da torcida do Liverpool ao som “you’ll never walk alone”… Não saberia dizer se o Liverpool venceria e reverteria a partida mas, que seria mágico isso seria.
A Copa Libertadores da América é assim e por essa razão é espetacular. Por mais que que tecnicamente seja inferior aos europeus (que roubam toda janela de transferência nossos talentos) ela continua simplesmente, única.
Infelizmente a Conmebol resolveu elitizar o torneio.
Podia esperar tudo nessa vida, menos uma final única de Libertadores e Sulamericana (essa última é como se fosse liga Europa piorada)
Com objetivos meramente comerciais, a ideia “espetacular” de uma final única da Libertadores é gerar maiores receitas com patrocínios e televisão que teria na sua programação (considerando os países participantes do torneio) a transmissão da partida em um sábado e no horário nobre.
Fico imaginando o jogo interessante entre Nacional do Uruguai e San Lorenzo da Argentina no estádio defensores Del Chaco no Paraguai…
Tesão de jogo.
Só que nao.
A Conmebol acredita que temos craques de esgotar ingressos por aqui.
Que fique em pensamento todas as palavras chulas que poderia expressar.
Tentando ver alguma vantagem da final única da Libertadores, pode-se citar:

– Turismo

Para o fanático torcedor que gosta de futebol assistir a uma decisão de Libertadores mesmo sem seu time estar jogando pode ser uma experiência única e do caralho: país diferente, jogo internacional e tals, além da atmosfera da cidade sede.

– Sem pressão da torcida local

Talvez com a final única, nao haverá garrafadas, pedradas, copos cheio de xixi, policiais com escudos na bandeira de escanteio, ameaças de morte, pressão da torcida…
Com apenas um jogo, tudo tem de acontecer em 90 minutos. A chance do jogo ser mais movimentado entre as equipes é maior. Sem pressão da torcida local, o menos favorito tem mais chance de sair vitorioso.

Pontos negativos

– Deslocamento e Dinheiro

A América do Sul é 75% maior que a Europa. Não há malha ferroviária aceitável e estrutura logística decente. Viajar de carro entre países pode levar dias, talvez uma semana. Isso se o carro aguentar.
E o mais importante de tudo que o poder aquisitivo de um cidadão sul-americano é bem menor que o europeu (que tem mais facilidade e estrutura para se locomover entres os países).

– Espetáculo

Que espetáculo, porra! A parada é torcer, nao é peça de Teatro!

A final única da Libertadores talvez nao seja atrativa e disputada como as finais do Super Bowl e da Liga dos Campeões (estes caros e concorridos).
E além disso, tem o aspecto conforto e comodidade, itens que poucos estádios da América do Sul oferecem hoje.

– Equipes Finalistas

Diferentemente da Liga dos Campeões que sempre tem favoritos como Real Madrid, Barcelona, Juventus, Atlético de Madrid, Manchester United, Bayern de Munique que chegam no mínimo entre os 16 melhores da competição, na Libertadores isso muda a cada edição. Difícil prever quem seriam os finalistas que, nos últimos 20 anos tiveram times distintos.
Continua nada animador pensar na possibilidade de assistir um Colo Colo do Chile contra o Jorge Wilchermam da Bolívia numa final em Buenos Aires…
Será que daria jogo e recorde de vendas?

– Apoio da Torcida

A TORCIDA é o diferencial e isso continua primordial na libertadores
Em muitos países no continente, tem clube que só joga bem em casa, apoiado por sua torcida. No estádio neutro, a equipe até pode ver alguns torcedores seus no estádio, mas dificilmente será maioria e colocar final única na Libertadores que sempre teve dois jogos, que já é tradicional, não seria o ideal devido a cultura do continente que ver o futebol como ato de torcer, não como um simples espetáculo.

Na moral, minha campanha seria dois jogos na final da Champions League ao invés de final única da Libertadores.

Desde já, estou com ódio da Conmebol e dos cartolas da principais ligas que nao fizeram porra nenhuma para impedir essa mudança.

Livro: Vampeta, Memórias do Velho Vamp, sem Cortes

Os mais novos nao vão se lembrar do Marcos André Batista Santos, ou melhor, Vampeta (Vampiro com Capeta como ele mesmo diz). Ele foi futebolista brasileiro e atuou como volante tendo mais destaque no Corinthians. Hoje está aposentado nos gramados mas, continua no futebol. Atualmente, exerce o cargo de presidente do Grêmio Osasco Audax, além de ser comentarista da Rádio Jovem Pan.
Vampeta era daqueles jogadores folclóricos em extinção no futebol atual, carismático, boa praça, provocador e de muita (muita) resenha que rendeu o livro com diversas histórias nos tempos que estava em atividade.

No livro o “velho Vamp” traz uma porção de casos narrados pelo próprio Vampeta. Na hora de contar tudo o que rolou (e ainda rola) nos bastidores do mundo do futebol, Vampeta não procura economizar palavras nem bom humor. …
Um livro fácil de ler e muito engraçado recomendadissimo para a boleirada das antigas e da nova geração.
Viaje e rache de rir com as histórias que nao irá se arrepender de ler.

O que será de nós?

Um recado inicial para os papais e mamães de filhos especiais: haverá a oportunidade de sermos loucos pelo menos um dia…

Nossos pais são os anjos, soldados e seguranças Um porto seguro que estão sempre lá quando nos sentimos inseguros. Nos blindam do mundo obscuro… cá entre nós: é cruel para c****** com todo mundo e ninguém está isento de nada. Mais cedo ou mais tarde chega a tarefa desafiadora de testar nossa verdadeira capacidade e, nossos pais nem sempre estarão por perto para acudir.

Por essa razão precisamos sair do nosso mundinho se for preciso.

Precisamos saber viver desde já, se as condições físicas e mentais permitirem.

Podemos aprender na na escola as mesma coisas que outras crianças? Podemos, sem dúvida. Podemos fazer todos os afazeres domésticos? (cozinhar,lavar e passar) Sim, podemos.

Podemos trabalhar? Claro que sim!

Podemos… namorar e casar? Por que não,seu danadinho(a)

Podemos ter uma família,casa, carro e independência?

Olha pensando bem… Com certeza pode sim emuito mais!

Podemos tudo mas, tem que ser no passo a passo, dia a dia e degrau por degrau. O problema que o mundo atual está cada vez mais ansioso e imediatista demais a conta, não sabendo aproveitar o tempo de cada processo.Somente quando tudo é cumprido haverá progresso! Os avanços são inúmeros e temos nosso ritmo. Entendeu o Papo Reto?

Muita coisa dá para aproveitar nesse mundão. Escolhi tantas coisas que agora inventei de viajar para vários cantos desconhecidos para desespero dos meus pais.

Aos queridos papais e mamães (mais uma vez) sabemos que são anjos do alto Escalão. Não se preocupem conosco independente o que aconteça, servirá para nosso aprendizado e criação de casca. Não sobreviveremos se permanecermos no casulo: querendo ou não o mundo real nos obrigará a sair.

Meu nome é Daniel Menezes e tenho este projeto futebolístico chamado viajante boleiro.

Falarei de futebol visitarei estádios pelo Brasil e pelo mundo afora. Conhecerei de perto cafeterias, botecos e lugares curiosos. E toda essa experiência e historias serão relatadas aqui nesse blog, que terá espaço para histórias alheias e principalmente a sua.

Depois que descobri sobre a independência (pessoal) nem foi preciso afirmar que futebol e deficiência tem tudo a ver (e andam mais que juntos)

Afinal de contas, Nunca será apenas um jogo.

Cuidado que poderemos cometer loucuras, pelo menos em algum dia.

O tetracampeonato mundial da seleção uruguaia

Suarez-Uruguay

Quando você passa a assistir qualquer jogo de futebol (independentemente de divisão, país e tradição) sob a ótica filosófica do esporte (ou não propriamente neste sentido da palavra), você derruba de vez qualquer visão clubista de um torcedor ferrenho, que defende somente suas cores, idéias e opiniões sem enxergas diversos pontos e horizontes que este esporte oferece.

Não digo que elimina as polêmicas que enriquecem e tornam o esporte apaixonante como sempre foi e será mas, facilita muito quem pesquisa e se atenta nas informações dos meios digitais oferecidos hoje, ouve os mais velhos (ouço muitas histórias do meu pai apesar dele ser corintiano fanático rs) enfim, gosta de ouvir boas histórias futebolísticas no geral (fazendo que respeitamos a histórias antigas sem desmerecimento do que foi construído naquele período) que despertam diversas curiosidades que pouca gente sabe como esta da seleção do Uruguai que possui na sua gloriosa trajetória 4 estrelas na sua camisa.

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Confesso que, nunca me atentei a este detalhe quando vi pela primeira vez. Talvez imaginei que havia tido algum erro de fabricação da fornecedora oficial… E não é nada disso.

O motivo é histórico e isso tem que ser respeitado realmente.

Acontece que a entidade máxima do futebol, a FIFA, permite que o Uruguai use 4 estrelas na camisa em consideração aos títulos olímpicos de 1924 e 1928 que foram os torneios precursores a copa do mundo e teve sua participação na organização. Mas são duas olimpíadas e dois mundiais.

Potência dos anos 20 e 30, a Celeste foi bicampeã olímpica em 1924 e 1928. Até a organização da primeira Copa do Mundo pela FIFA, o principal momento do futebol mundial era as Olimpíadas. Por conta disso, os uruguaios colocam duas estrelas a mais na camisa, com o respaldo da Fifa.

Em 1924, a delegação uruguaia cruzou o Atlântico de barco para participar das Olimpíadas de Paris, na França. A Celeste fez uma grande campanha, com grandes vitórias sobre Iugoslávia, Estados Unidos e França, e desbancou a Suíça na final, com uma vitória por 3 a 0.

Nos Jogos seguintes, os atuais campeões e os hermanos eram os grandes favoritos ao título do torneio organizado em Amsterdam, na Holanda. Os uruguaios venceram algumas potências da Europa, como Holanda (donos da casa), Alemanha e Itália. Na decisão, os sul-americanos se enfrentaram e precisaram de duas partidas para definir o título. Na primeira partida, o confronto terminou em 1 a 1. Três dias depois, o Uruguai sagrou-se bicampeão com uma vitória de 2 a 1 sobre a Argentina. Aquela foi a última Olimpíadas com status de competição mundial de futebol.Os outros dois títulos mundiais são mais conhecidos, uma vez que foram Copas do Mundo, conforme conhecemos – apesar do formato diferente do atual. Em 1930, o bicampeonato olímpico pesou a favor dos uruguaios na primeira Copa do Mundo da Fifa. Organizada em Montevidéu, apenas quatro equipes europeias conseguiram atravessar o Atlântico para participar da competição: Bélgica, França, Romênia e Iugoslávia. Com 100% de aproveitamento, o Uruguai venceu Peru, Romênia, Iugoslávia e Argentina, adversário da final.

A Copa seguinte aconteceu na Itália e apenas quatro equipes não eram da Europa: Egito, Estados Unidos, Argentina e Brasil. O Uruguai abriu mão de defender o título, não competiu e os anfitriões levantaram o caneco. Os registros históricos informam que o motivo foi para “se vingar” dos europeus que não viajaram para a Copa em seu país, quatro anos antes.

Para a Copa da França, de 1938, novamente seleções europeias foram maioria. Argentina e Uruguai decidiram boicotar o torneio porque os dirigentes desses países achavam que o campeonato tinha de ser em algum país da América do Sul. Com apenas Brasil representando os sul-americanos, a Itália sagrou-se bicampeão.

Após a Segunda Guerra Mundial, a retomada do brilho uruguaio veio na Copa do Mundo realizada no Brasil, em 1950. Apesar de já não ter mais a força dos anos 30, os uruguaios tinham a tradição a seu favor e calaram um Maracanã lotado para conquistar o título mundial.

Após a Segunda Guerra Mundial, a retomada do brilho uruguaio veio na Copa do Mundo realizada no Brasil, em 1950. Apesar de já não ter mais a força dos anos 30, os uruguaios tinham a tradição a seu favor e calaram um Maracanã lotado para conquistar o título mundial.

A primeira metade do século XX foi de glória para o Uruguai. Além dos títulos da Copa do Mundo e das Olimpíadas, a Celeste conquistou, nada menos, que seis das dez primeiras edições da Copa América.

Desta forma estou começando a ser convencido que os uruguaios possuem 4 estrelas como as tradicionais Alemanha e Itália.

Se a Fifa reconheceu torneios de verão como o mundial de 1951 vencido pelo Palmeiras, ano 2000 vencido pelo Corinthians fora os intercontinentais vencido pelo São Paulo, Grêmio, Flamengo e Santos, por que não levar em consideração essa hipótese que a seleção uruguaia detêm o tetracampeonato mundial?

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Desta forma estou começando a ser convencido que os uruguaios possuem 4 estrelas como as tradicionais Alemanha e Itália.

Se a Fifa reconheceu torneios de verão como o mundial de 1951 vencido pelo Palmeiras, ano 2000 vencido pelo Corinthians fora os intercontinentais vencido pelo São Paulo, Grêmio, Flamengo e Santos, por que não levar em consideração essa hipótese que a seleção uruguaia detêm o tetracampeonato mundial?

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A partida da “morte”

É só futebol?
O Dínamo de Kiev era um clube de futebol Ucraniano formado principalmente por sindicalistas e policiais. No período da segunda guerra mundial, foi desfeito em decorrência da invasão nazista à união soviética. Com a guerra batendo na porta do país muitos jogadores ficaram desempregados, foram feitos prisioneiros ou começaram a viver na rua, em situação de miséria.
Foi quando o dono de uma padaria que havia empregado um dos jogadores, resolveu procurar outro atleta do Dínamo, para formar uma nova equipe, com o nome de Start F.C.
O time foi inscrito na liga local, e disputou alguns jogos, até cruzar na chave com o time alemão Flakelf, formado por soldados e oficiais nazistas.
No primeiro jogo entre as duas equipes, o Start F.C jogou melhor e venceu a partida. Os perdedores nazistas não engoliram a derrota e marcaram uma revanche às pressas.
No dia do jogo, os atletas receberam a visita de soldados alemães, que ordenaram que a equipe fizesse a saudação nazista aos oficiais que estariam na partida, além de facilitar a vitória do time alemão, sob pena de fuzilamento caso houvesse o descumprimento do “acordo”. Os jogadores ucranianos se reuniram e decidiram que fariam de tudo para ganhar a partida, mesmo sabendo o destino terrível que os aguardava.
Em 9 de agosto de 1942, dia do jogo, o time do Start F.C entrou no estádio e não realizou a saudação nazista. O resultado final foi 5×3 para a equipe ucraniana.
Espectadores da partida, disseram que os jogadores estavam tomados por uma força maior, um espirito transcendente, sobre humano que só o esporte como o futebol pode oferecer.
Ao fim da partida, os jogadores comemoraram como se não houvesse um amanhã, pois sabiam que certamente sofreriam represálias.
Após o jogo, os atletas e o técnico da equipe foram torturados por soldados nazistas. Alguns morreram, outros foram para campos de trabalho forçados em diferentes lugares da Ucrânia e Alemanha. O jogo ficou conhecido como “A partida da Morte”.

Crédito do texto “eu sou chuteira preta”