O tetracampeonato mundial da seleção uruguaia

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Quando você passa a assistir qualquer jogo de futebol (independentemente de divisão, país e tradição) sob a ótica filosófica do esporte (ou não propriamente neste sentido da palavra), você derruba de vez qualquer visão clubista de um torcedor ferrenho, que defende somente suas cores, idéias e opiniões sem enxergas diversos pontos e horizontes que este esporte oferece.

Não digo que elimina as polêmicas que enriquecem e tornam o esporte apaixonante como sempre foi e será mas, facilita muito quem pesquisa e se atenta nas informações dos meios digitais oferecidos hoje, ouve os mais velhos (ouço muitas histórias do meu pai apesar dele ser corintiano fanático rs) enfim, gosta de ouvir boas histórias futebolísticas no geral (fazendo que respeitamos a histórias antigas sem desmerecimento do que foi construído naquele período) que despertam diversas curiosidades que pouca gente sabe como esta da seleção do Uruguai que possui na sua gloriosa trajetória 4 estrelas na sua camisa.

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Confesso que, nunca me atentei a este detalhe quando vi pela primeira vez. Talvez imaginei que havia tido algum erro de fabricação da fornecedora oficial… E não é nada disso.

O motivo é histórico e isso tem que ser respeitado realmente.

Acontece que a entidade máxima do futebol, a FIFA, permite que o Uruguai use 4 estrelas na camisa em consideração aos títulos olímpicos de 1924 e 1928 que foram os torneios precursores a copa do mundo e teve sua participação na organização. Mas são duas olimpíadas e dois mundiais.

Potência dos anos 20 e 30, a Celeste foi bicampeã olímpica em 1924 e 1928. Até a organização da primeira Copa do Mundo pela FIFA, o principal momento do futebol mundial era as Olimpíadas. Por conta disso, os uruguaios colocam duas estrelas a mais na camisa, com o respaldo da Fifa.

Em 1924, a delegação uruguaia cruzou o Atlântico de barco para participar das Olimpíadas de Paris, na França. A Celeste fez uma grande campanha, com grandes vitórias sobre Iugoslávia, Estados Unidos e França, e desbancou a Suíça na final, com uma vitória por 3 a 0.

Nos Jogos seguintes, os atuais campeões e os hermanos eram os grandes favoritos ao título do torneio organizado em Amsterdam, na Holanda. Os uruguaios venceram algumas potências da Europa, como Holanda (donos da casa), Alemanha e Itália. Na decisão, os sul-americanos se enfrentaram e precisaram de duas partidas para definir o título. Na primeira partida, o confronto terminou em 1 a 1. Três dias depois, o Uruguai sagrou-se bicampeão com uma vitória de 2 a 1 sobre a Argentina. Aquela foi a última Olimpíadas com status de competição mundial de futebol.Os outros dois títulos mundiais são mais conhecidos, uma vez que foram Copas do Mundo, conforme conhecemos – apesar do formato diferente do atual. Em 1930, o bicampeonato olímpico pesou a favor dos uruguaios na primeira Copa do Mundo da Fifa. Organizada em Montevidéu, apenas quatro equipes europeias conseguiram atravessar o Atlântico para participar da competição: Bélgica, França, Romênia e Iugoslávia. Com 100% de aproveitamento, o Uruguai venceu Peru, Romênia, Iugoslávia e Argentina, adversário da final.

A Copa seguinte aconteceu na Itália e apenas quatro equipes não eram da Europa: Egito, Estados Unidos, Argentina e Brasil. O Uruguai abriu mão de defender o título, não competiu e os anfitriões levantaram o caneco. Os registros históricos informam que o motivo foi para “se vingar” dos europeus que não viajaram para a Copa em seu país, quatro anos antes.

Para a Copa da França, de 1938, novamente seleções europeias foram maioria. Argentina e Uruguai decidiram boicotar o torneio porque os dirigentes desses países achavam que o campeonato tinha de ser em algum país da América do Sul. Com apenas Brasil representando os sul-americanos, a Itália sagrou-se bicampeão.

Após a Segunda Guerra Mundial, a retomada do brilho uruguaio veio na Copa do Mundo realizada no Brasil, em 1950. Apesar de já não ter mais a força dos anos 30, os uruguaios tinham a tradição a seu favor e calaram um Maracanã lotado para conquistar o título mundial.

Após a Segunda Guerra Mundial, a retomada do brilho uruguaio veio na Copa do Mundo realizada no Brasil, em 1950. Apesar de já não ter mais a força dos anos 30, os uruguaios tinham a tradição a seu favor e calaram um Maracanã lotado para conquistar o título mundial.

A primeira metade do século XX foi de glória para o Uruguai. Além dos títulos da Copa do Mundo e das Olimpíadas, a Celeste conquistou, nada menos, que seis das dez primeiras edições da Copa América.

Desta forma estou começando a ser convencido que os uruguaios possuem 4 estrelas como as tradicionais Alemanha e Itália.

Se a Fifa reconheceu torneios de verão como o mundial de 1951 vencido pelo Palmeiras, ano 2000 vencido pelo Corinthians fora os intercontinentais vencido pelo São Paulo, Grêmio, Flamengo e Santos, por que não levar em consideração essa hipótese que a seleção uruguaia detêm o tetracampeonato mundial?

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Desta forma estou começando a ser convencido que os uruguaios possuem 4 estrelas como as tradicionais Alemanha e Itália.

Se a Fifa reconheceu torneios de verão como o mundial de 1951 vencido pelo Palmeiras, ano 2000 vencido pelo Corinthians fora os intercontinentais vencido pelo São Paulo, Grêmio, Flamengo e Santos, por que não levar em consideração essa hipótese que a seleção uruguaia detêm o tetracampeonato mundial?

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Os gênios que não venceram uma Copa

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A Copa da Rússia deu seu pontapé inicial no inicio da tarde do dia 14 de junho de 2018, com a goleada dos anfitriões de 5 a 0 sobre a seleção da Arábia Saudita.

Se os russos vão longe nesta edição pouca gente sabe ou não está dando tanta atenção por enquanto. Talvez boa parte dos fanáticos por futebol estão atentos com os dois astros que ganharam tudo pelos seus clubes e individualmente mas, ainda falta uma lacuna para ser preenchida entre Lionel Messi (Argentina) e Cristiano Ronaldo (Portugal).

Os dois jogam em alto nível por muito tempo, seja com gols, assistências, títulos e lances de efeito. Levam suas respectivas seleções “nas costas” onde estas dependem da inspiração destes craques.

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O Mundial da Russia pode ser a ultima ou penúltima oportunidade de Messi e CR7 levantarem o troféu mais cobiçado do futebol. Caso nenhum deles consiga, eles entrarão no seleto clube de craques e gênios que não experimentaram o gostinho de conquistar o ápice de qualquer jogador de conquistar o prêmio máximo do futebol:

Matthias Sindelar

Sindelar era tcheco, nascido na Morávia, então parte do Império Austro-Húngaro. Sua família mudou-se para Viena quando ele tinha dois anos de idade. Sindelar é considerado o maior jogador austríaco de todos os tempos; seu desempenho como um centroavante goleador que também voltava para buscar jogo e puxar os marcadores para fora da área, tabelando com os meias, lhe deixou conhecido como um dos mais revolucionários jogadores europeus no início do século passado.

Sindelar ganhou duas Copas Mitropa (torneio precursor da Liga dos Campeões da UEFA), em 1933 e em 1936, tendo também conquistado um campeonato austríaco, o de 1926. Sua elasticidade e leveza renderam-lhe o apelido de Der Papierene, o “Homem de Papel”. Na Copa de 1934, a Áustria de Sindelar ficou em quarto lugar, desbancada na semifinal pela anfitriã Itália.

Com a ascensão do nazismo e a anexação da Áustria, Sindelar não pode participar da Copa de 1938, o craque morreria em 1939, sob circunstâncias misteriosas.

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Di Stéfano

Alfredo di Stéfano Laulhé é para muitos o nome do maior jogador nascido em terras castelhanas, tendo mesmo quem o considere superior a Pelé. Os cronistas o descrevem como um artista da bola, inteligente, habilidoso e veloz, mas acima de tudo, um artilheiro nato, um obcecado pelo gol. Fez  818  em 1115 jogos.

Começou no juvenis do River Plate e aos vinte anos já era titular da chamada “La Máquina”, jogou depois no Milionários de Bogotá e finalmente no Real Madrid, onde viveu seu auge como jogador. Na equipe espanhola, entre dezenas de títulos, foi cinco vezes campeão da Europa.

Defendeu as cores de três países. Por sua terra natal,  jogou pouco: seis partidas em 1947, ainda assim, marcou seis gols e foi campeão sul-americano daquele ano. Pela Colômbia jogou quatro vezes, sem marcar gols. Ambas as seleções não participaram das eliminatórias para as Copas de 1950 e 1954.

Na Fúria espanhola, jogou de 1957 a 1962. Apesar do favoritismo absoluto, a Espanha não conseguiu a classificação para a Copa de 1958, em 1962 chegou lesionado ao Chile, esperando poder jogar na segunda fase, mas a seleção espanhola foi eliminada prematuramente pelo Brasil. Di Stéfano nunca atuou em uma Copa do Mundo.

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George Best

Há um ditado bastante popular na Irlanda do Norte que diz o seguinte: “Maradona good. Pelé better. George Best”. O craque se consagrou no time inglês do Manchester United, sendo considerado um dos maiores ídolos do clube de todos os tempos e o melhor jogador irlandês e britânico da história.

Best está sem dúvida entre os grandes jogadores da história do futebol a jamais ter jogado uma Copa do Mundo. Ironicamente, na primeira tentativa de classificação para uma Copa sem contar com Best, os norte-irlandeses conseguiram vaga para a de 1982. Houve quem defendesse a sua convocação para o mundial da Espanha, Best estava com 36 anos e escondido na liga estadunidense, mas ainda era respeitado na terra natal.  O jogador declarou que ficaria contente em jogar nem que fosse por poucos minutos, apenas para sentir a sensação de disputar uma Copa, mas respeitou a decisão do técnico de não levá-lo ao Mundial.

Sempre envolvido com belas mulheres e monumentais bebedeiras, Best faleceu em 2005. Pelé, que o visitara no hospital, deixou-lhe uma carta em que terminava dizendo: “Do segundo melhor jogador de todos os tempos, Pelé.”

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Puskas

Ferenc Puskas nasceu em Budapeste em 1927. Os historiadores do futebol dizem que ele foi um craque espetacular, líder da lendária seleção húngara que encantou o mundo na metade do século passado. Era driblador de extrema habilidade na perna canhota, apelidado de o “Canhota de Ouro”.

Puskas começou sua carreira no Kispest, que foi rebatizado pelo exército húngaro como Honved, onde foi campeão do seu país quatro vezes e artilheiro outras quatro. No Real Madrid foi campeão da Europa em três ocasiões, sendo duas vezes artilheiro do torneio e ganhou cinco títulos da Liga Espanhola.

Na seleção húngara Puskas foi campeão olímpico em 1952 e na Copa de 1954 ficou com o vice-campeonato, quando foram derrotados pela Alemanha, numa das maiores surpresas do futebol mundial. Naturalizado espanhol disputou a Copa de 1962, mas não passou da primeira fase. Puskas faleceu em 2006.

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Eusébio

Eusébio da Silva Ferreira, nasceu em Moçambique, na época colônia portuguesa, em 1942. Ficou conhecido no futebol como o “Pantera Negra” e era um goleador espetacular, dono de uma velocidade incrível e um chute fortíssimo.

Foi no Benfica de Lisboa que Eusébio ganhou fama internacional no futebol, levando o clube português ao bicampeonato europeu em 1961-1962 e outras três vezes ao vice-campeonato do torneio. A carreira de Eusébio foi marcada por lesões, tendo sofrido seis operações no joelho esquerdo e uma no direito. Marcou 733 gols em 745 jogos oficiais e foi eleito o terceiro jogador do século, atrás de Pelé e Maradona.

Na seleção portuguesa, conduziu a equipe na histórica campanha de 1966, conseguindo para Portugal o terceiro lugar na competição. Nessa Copa,  Eusébio marcou nove gols, o que lhe garantiu a artilharia do mundial da Inglaterra. Foi a única Copa que o “Pantera Negra” disputou. Eusébio faleceu em janeiro desse ano.

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Cruyff

Johan Cruyff é apontado por muitos especialistas, como um dos poucos  a ombrear com Pelé na arte de futebol. Habilidoso, veloz e inteligente, tinha a capacidade de colocar o seu talento a serviço do conjunto, inaugurando o “futebol total”, ou seja, um esquema de jogo onde todos os jogadores marcavam, defendiam e atacavam. Essa maneira de jogar foi levada à perfeição pela seleção holandesa na Copa da Alemanha em 1974.

No Ajax, Cruijff ganhou o tricampeonato da Copa dos Campeões, sendo duas vezes eleito o melhor jogador europeu. Contratado pelo Barcelona, na negociação mais cara da época, levou o time catalão ao título espanhol, depois de um jejum de 14 anos. No Barcelona foi eleito pela terceira vez, o melhor jogador europeu.

Na Copa de 1974, a Holanda surpreendeu o mundo com a sua maneira de jogar, que ficou conhecida como o “Carrossel Holandês”. Um  a um os adversários da Laranja Mecânica caíam, entre ele: Uruguai ( 2×0), Argentina (4×0) e nas semifinais o Brasil, que sucumbiu por 2×0, numa atuação magistral de Cruijff. Na final daquele mundial a Alemanha, como acontecera em 1954, contrariou as expectativas de todos, vencendo a Holanda e erguendo o caneco.

Cruijff, por ser contrário ao regime militar na Argentina, negou-se a disputar a Copa de 1978. Depois de encerrar a carreira, ele tornou-se um técnico de sucesso.

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Platini

Michel Platini era um brilhante estrategista na armação do jogo, um meio campista clássico, cerebral, que com um toque deixava os atacantes na cara do gol. Também era um grande cobrador de faltas e um artilheiro nato.

Na França jogou no Nancy e no Saint-Étienne, neste último ganhou seu único título francês. Na Juventus da Itália, ganhou a Copa dos Campeões da Europa, o Mundial de Clubes e três títulos italianos. Atuando pela equipe de Turim, ganhou três vezes a Bola de Ouro, como o melhor jogador europeu.

Pela seleção francesa disputou três Copas do Mundo. Em 1978, na Argentina, o time foi eliminado logo na primeira fase; em 1982, a França ficou em quarto lugar, após a dramática semifinal com a Alemanha e em 1986, “os azuis” conseguiram o terceiro lugar, derrotando Itália e Brasil, mas caindo novamente para a Alemanha nas semifinais. Platini foi campeão da Eurocopa de 1984.

Após uma carreira sem muito sucesso como técnico, Platini foi eleito presidente da UEFA em 2007.

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Zico

Arthur Antunes Coimbra, o Zico, é o maior jogador da história do Flamengo e para muitos, o sucessor de Pelé na seleção brasileira. É o maior goleador que o Maracanã já teve com 333 gols em 435 jogos. Zico era dono de um futebol maravilhoso, feito de dribles, lançamentos e arrancadas espetaculares em direção do gol. Foi um dos maiores batedores de falta que o mundo já viu, tanto que na Itália, os jornalistas debatiam sobre como se poderia evitar os gols dele em cobrança de faltas. Zico foi o ídolo de toda uma geração brasileira.

No Flamengo, ganhou quatro campeonatos brasileiros, a Taça Libertadores e o Mundial de Clubes, além de sete estaduais. Jogou também pela Udinese na Itália e pelo Kashima Antlers, do Japão.

Zico disputou três Copas do Mundo. Em 1978, sofreu uma lesão e despediu-se da competição contra a Polônia, na segunda fase de grupos. O Brasil ficaria com o terceiro lugar.

Em 1982, na Espanha, formou ao lado de Sócrates e Falcão, um espetacular meio campo da seleção canarinho, que embora sendo a favorita absoluta, caiu perante a Itália ou melhor perante Paolo Rossi, pesadelo da torcida brasileira, só exorcizado na final de 1994.

Em 1986, no México, disputaria sua última Copa. Em virtude de estar se recuperando de uma séria lesão, ficou na reserva, entrando em cinco partidas. No jogo contra a França, perdeu um pênalti e o Brasil foi eliminado pelos franceses.

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Stoichkov

Hristo Stoichkov é um desses gênios do futebol que as vezes surgem em países com pouca expressão nos gramados. Nascido na Bulgária, Stoichkov foi um craque de extrema habilidade com a perna esquerda. Da canhota do búlgaro partiam lançamentos perfeitos para os atacantes. Conseguiu a proeza de levar a seleção do seu país às semifinais da Copa de 1994. No Barcelona, ao lado de Romário, formou uma das melhores duplas de ataque do futebol mundial.

Seu ápice como jogador foi em 1994, quando recebeu a Bola de Ouro do futebol europeu, então entregue pela revista France Football. Foi também o ano de sua coroação como herói nacional ao conduzir sua seleção à melhor campanha de sua história em Copas do Mundo. Nos Estados Unidos, os búlgaros alcançaram as semifinais, em que perderam para a Itália por 2 a 1. A seguir, foram derrotados por 4 a 0 pela Suécia na decisão do terceiro lugar. Apesar dessa decepção, Stoichkov voltou para casa com a satisfação de ser o artilheiro do torneio com seis gols, empatado com o russo Oleg Salenko.

Dois anos mais tarde, aquela mesma geração de jogadores conseguiu classificar a Bulgária para a Eurocopa, depois de 28 anos de espera. O selecionado foi eliminado já na primeira fase, mas Stoichkov fez um gol em cada um dos três jogos. Foram os anos de ouro do futebol búlgaro.

O atacante parou de defender a seleção de seu país em 1999, depois de 13 anos, 83 partidas e 37 gols. “Nenhum búlgaro chegará tão longe como eu”, garantiu Stoichkov com sua peculiar franqueza.

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Baggio

Roberto Baggio foi um jogador genial. Habilidoso e dono de uma personalidade forte, o craque continua sendo um caso à parte na história do futebol italiano. Jogador extraordinário, ele ficou a um pênalti de levantar a taça mais cobiçada do planeta bola.

A história de Baggio é a de um atacante naturalmente talentoso que precisou dar provas de uma impressionante coragem para conseguir superar, às custas de muito sacrifício e sofrimento, lesões recorrentes no joelho direito. Compensando o porte físico mediano  com uma técnica individual incomparável, uma rara visão de jogo e um instinto nato para o gol, o elegante camisa 10 passou toda a sua carreira na Velha Bota, da estreia na terceira divisão em 1982 com o Vicenza até pendurar as chuteiras no Brescia, em 2004.

Baggio disputou três Copas do Mundo. Em 1994, nos Estados Unidos, o craque perdeu um pênalti na decisão contra o Brasil e a Itália ficou com o segundo lugar.

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Lembrando que a lista de craques é extensa e para não deixar o posto mais longo, voce pode conferir no video abaixo:

A Copa “estrangeira”

As ligas Europeias como os campeonatos inglês, espanhol, alemão e o francês são competitivas graças as enxurradas de estrangeiros nos seus elencos. Dificilmente encontra-se um nativo do país em clubes como o Real Madrid ou Bayer de Munique por exemplo.

Não satisfeita, na Copa da Rússia, algumas das seleções seguiram o mesmo caminho onde os jogadores sabe Deus porque trocam resolvem trocar de “pátria” por uma oportunidade de jogar uma competição de alto nível como esta que ocorrerá entre junho e julho. Segue a relação curiosa dos selecionáveis:

Argentina
Higuain

O argentino Gonzalo Higuain é, na verdade, francês. O jogador nasceu na cidade de Brest, chegou a ser convocado pelos Bleus quando atuava no River Plate, mas, recusou o convite. Hoje, o atacante da Juventus é uma das esperanças dos hermanos em busca do título.

Espanha
Thiago Alcântara, Diego Costa e Rodrigo Moreno

Thiago Alcântara e Diego Costa são dois dos 3 jogadores naturalizados que atuam pela Espanha. Thiago é filho do brasileiro Mazinho mas, nasceu na Itália, no período em que seu pai jogou no Lecce. Diego Costa é brasileiro de Sergipe

Rodrigo Moreno começou a carreira no Flamengo e hoje defende as cores do Valencia.

Rússia

Mário Fernandes

É outro brasileiro que defenderá outra seleção na copa. O lateral que já atuou pelo grêmio, estar a com Rússia, anfitriã do mundial

Polônia

Thiago Cionek estar a com a Polônia neste Mundial. Ele conseguiu a cidadania para defender a seleção polonesa em 2011.

Portugal

Pepe o zagueiro Pepe é o quinto brasileiro que defenderá outra nação. Ele vai para mais uma copa do mundo com Portugal.

Além de Pepe, Portugal tem outros seis jogadores que nasceram em outros países: Raphael Guerreiro, Anthony Lopes e Adrien Silva (nascidos na França); Cedric Soares (nascido na Alemanha); e os africanos William Carvalho (nascido em Angola) e Gelson Martins (nascido em Cabo Verde)

Austrália

A Austrália tem dois jogadores que não nasceram no país.Milos Degenek é da Croácia,e Daniel Arzani nasceu no Irã

Japão

O japonês Sakai é na verdade…Norte americano! O jogador do Hamburgo nasceu nos EUA mas, defende a seleção nipônica

França

A França é o país que mais tem jogadores espalhados em outras seleções, e a equipe azul conta ainda com 3 atletas que nasceram em outros continentes. O zagueiro Samuel Umiti, nasceu em Camarões, Thomas Lemar é da pequena Ilha caribenha de Guadalupe e O goleiro Steve Mandanda nasceu na República Democrática do Congo

Suiça

Rival do Brasil na Copa, a Suíça conta com 8 jogadores nascidos em outros países. Xherdan Shaqiri e Jacques-François Moubandje nasceram no Kosovo e Camarões, respectivamente.Valon Behrami também é do Kosovo.Yvon Mvogo e Breel Embolo são outros dois camaroneses no time. Johan Djourou (Costa do Marfim) Blerim Dzrmaili (Macedônia) e Gelson Fernandes (Cabo Verde( completa a lista.

Croácia

O croata Ivan Rakitic na verdade é suíço. A Croácia possui mais 3 estrangueiros: Vedran Corluka e Dejan Lovren nasceram na Bósnia; e Matei Kovacic é austríaco.

Irã

O Irã tem jogador europeu no time.Saman Ghoddos nasceu na Suécia.

Inglaterra

Craque do Manchester City, Raheem Sterling vai defender a Inglaterra na copa mas, na verdade nasceu na caribenha Jamaica

Nigéria

Tyronne Ebuehi e William Troost-Ekong são os holandeses da Nigéria. A seleção africana ainda conta com um jogador nascido em solo alemão; Leon Balogun

Egito

O Egito chega a Rússia com umningles no eleco;Sam Morsy nasceu e joga o campeonato da Inglaterra. Seu é egípcio.

Dinamarca

Pione Sisto nasceu na Uganda, mas se mudou para a Dinamarca quando tinha apenas dois meses e hoje defende a seleção vikings

Islândia

A estreante Islândia tem 2 jogadores nascidos em outros países. Kari Arnason é da Suécia e Frederik Schram nasceu na Dinamarca

Marrocos

Yassine Boubou (Canadá),Achraf Hakimi (Espanha), Monir El Kajoui (Espanha), Manuel Da Costa (França)
Mehdi Benatia (França), Romain Saiss (França), Amine Harit (França),Yousseff Ait Bennasser (França), Khalid Boutaib (França), Younes Belhanda (França),Faycal Fajr (França), Hakim Ziyach (Holanda), Karim El Ahmadi (Holanda), Mbark Boussoufa (Holanda), Noureddine Amrabat (Holanda), Sofyan Amrabat (Holanda), Mehdi Carcela (Bélgica)

Costa Rica

A Costa Rica conta com Oscar Duarte da Nicarágua em seu elenco

Sérvia

A Sérvia tem 5 jogadores naturalizados, Milinkovic Savic nasceu na Espanha, Milan Rodic e Luka Jovic são da Bósnia. Milos Veljkovic e Aleksandar Prijovic nasceram na Suíça

Senegal

Abdoulaye Diallo (França), Kalidou Koulibaly (França), Salif Sané (França), Moussa Sow (França), Alfred N’Diaye (França), M’Baye Niang (França), Lamine Gassama (França), Youssouf Sabaly (França), Keita Baldé (Espanha)

Tunísia

Syam Ben Youssef (França),Yohan Benalousane (França),Saif-Eddine Khaoui (França), Anice Badri (França), Wahbi Khazri (França), Dylan Bronn (França), Ellyes Skhiri (França),Mouez Hassen (França),Naim Sliti (França)